Kassab e o PR: o tempo fechou | Poder Online

Se não bastassem as chuvas, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ainda enfrenta um tempo feio com o PR. O partido agora voltou a cobrar dele as duas secretarias prometidas em 2008, quando ajudou a elegê-lo.

Essa rebelião ameaça fazer da maioria de Kassab na Câmara Municipal ainda mais pontual do que seria antes do imbróglio da eleição da mesa.

E promete trovoadas para 2012.

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A briga pela cadeira de R$ 450 milhões

Estadão

A briga pela cadeira de R$ 450 milhões
Após 2 meses de disputa, a Câmara de SP escolhe na quarta o presidente que definirá os rumos da política paulistana no próximo ano

Poucas quadras separam o restaurante Gigetto do Hotel Jaraguá, dois tradicionais endereços do centro paulistano. São em suas mesas discretas, em meio a tenros pedaços de cordeiro e vinhos da Sicília, que a sucessão municipal de 2012 e o futuro político de uma dezena de partidos são traçados pelos dois grupos que disputam no dia 15 o comando da Câmara Municipal, uma instituição de 450 anos e R$ 450 milhões de orçamento anual.

Os chefes rivais na briga – o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR) – jogam a sobrevivência de seus projetos políticos na eleição. O primeiro planeja surgir como uma terceira força na política estadual, em contraponto à polarização entre o PT e o PSDB. Para fundar essa terceira via, Kassab precisa vencer o “centrão”, o bloco de vereadores liderado por Rodrigues, que comanda o Legislativo desde 2005.

No Gigetto, o nome do candidato José Police Neto (PSDB) faz parte do cardápio desde maio, assim como o capelete à romanesca pedido pela maioria de seus apoiadores. É ele o candidato de Kassab. No Jaraguá, o prato da candidatura Milton Leite (DEM) só começou a ser servido em outubro, entre garfadas de fettuccine ao molho de cordeiro. Esse é o homem do “centrão” e de seus aliados do PT.

No meio dessa disputa, teve vereador que já provou o capelete de Kassab e o cordeiro do “centrão”, mas segue indeciso. Tamanha dúvida a três dias da eleição tem explicação. Se o prefeito obtiver o controle da Mesa Diretora do Legislativo, com a vitória de Police Neto, ele consolida o seu plano de agregar os partidos que querem deixar de ser satélites de governos tucanos e petistas para desempenhar algum protagonismo.

E Kassab tem o que oferecer: o PMDB paulista está à sua espera com plano já traçado para disputar com o prefeito o governo do Estado em 2014. Com carta branca para aprovar seus projetos nos últimos dois anos de governo, o prefeito amplia as chances de fazer um sucessor. Seu cacife como nova liderança da política nacional também aumenta, com a possibilidade de ser seguido em São Paulo por partidos como PPS, PSB, PC do B e PV.

Para os sonhos do prefeito se tornarem reais, dizem seus adversários, ele decidiu oferecer cargos, secretarias e um futuro promissor aos aliados ao mesmo tempo em que acena com a miséria para quem desafiá-lo. Seus apoiadores reclamaram do grupo de Carlinhos – como Rodrigues é conhecido. Dizem que o “centrão”, sob a escolta do campeão olímpico de judô e vereador Aurélio Miguel (PR), ameaça bater em seus adversários. A ameaça da abertura de CPIs incômodas ao governo e seus aliados seria outro de seus argumentos para a conquista de votos.

Ataques. A articulação do prefeito acirrou os ânimos. Paira sobre o Palácio Anchieta – o prédio de 15 andares no centro que abriga a Câmara – ameaça de agressões, chantagens e traições. Tudo temperado por ironias e um pouco de humor negro. Na volta dos almoços no Gigetto, parlamentares que mudaram para o lado do prefeito evitam a calçada do Viaduto Jacareí usada pelos antigos parceiros do “centrão”.

Rodrigues, o fundador e líder do grupo, quer tratar os vereadores traidores de sua chapa a ferro e fogo. Quem primeiro sentiu as consequências da vontade de Carlinhos foram os integrantes da bancada evangélica. O bispo da Renascer Marcelo Aguiar (PSC) foi o primeiro. Ele organizou um jantar a favor de Police Neto dois dias depois de assumir compromisso com o “centrão”. A retaliação veio no mesmo dia. No meio de uma paella, o bispo e os 24 parlamentares que estavam em seu novo apartamento no Ipiranga, na zona sul, receberam a indigesta visita de Aurélio Miguel e de Adilson Amadeu (PTB), outro expoente do “centrão”. Aguiar levou um soco no meio do peito e foi chamado de traidor. Depois da agressão, o bispo recuou: fez as pazes com Amadeu e agora deve votar em Leite para presidente.

Evangelho. Também indefinido, o missionário da Igreja Mundial José Olimpio (PP), que chegou a assinar um documento em maio em apoio ao “centrão”, foi interpelado no subsolo do Legislativo pelos colegas: queriam saber se ele havia mudado de lado. Olimpio teria sido pego pelo colarinho da camisa por Carlinhos. O missionário evita falar na confusão e diz não ter definido seu voto.

No plenário, Aurélio Miguel usa o Evangelho para advertir Olimpio e Aguiar. “Só quero lembrar a esses moços evangélicos alguns capítulos da Bíblia que eles tanto pregam.” O líder do PPS, Cláudio Fonseca, responde que as ameaças do “centrão” só mostram que a Câmara precisa mudar. Mudar, talvez, para permanecer tudo como está.

PARA LEMBRAR

Centrão iniciou projeto de poder em 2005

Nos últimos dois meses de 2004, qualquer conversa na Câmara passava pela eleição da Mesa Diretora de 2005. Mas foi só em 30 de dezembro, antevéspera da posse de José Serra (PSDB) como prefeito e da eleição do presidente da Casa, que um líder do “centrão” deu a pista, descrita assim pelo Estado em 1.º de janeiro: “Vereadores em tese fechados com o governo chegaram a se oferecer ao grupo para dar o voto decisivo, desde que fossem escolhidos como candidatos”. Horas depois de o jornal chegar às ruas, o vereador Celso Jatene (PTB) anunciava a existência oficial do “centrão” e lançava como candidato do bloco o então tucano Roberto Tripoli contra Ricardo Montoro, apoiado por Serra. Por 28 a 26, Tripoli foi eleito – e o “centrão” deu início a seu projeto de poder na Câmara.

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Câmara de SP elegerá presidente que terá orçamento de R$ 453 milhões

Do G1 SP

Eleição para o Legislativo paulistano será realizada no próximo dia 15.
Casa tem receita equivalente à de uma cidade com 278 mil habitantes.

Os 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo vão escolher no próximo dia 15 o primeiro presidente do Legislativo paulistano depois de quatro anos consecutivos sob o comando do vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR), que não pode mais concorrer à reeleição. O novo presidente vai comandar um orçamento de R$ 453 milhões em 2011 e parte dos 1,9 mil funcionários do Poder Legislativo, além de analisar as propostas do prefeito de São Paulo – cidade com orçamento de R$ 35,3 bilhões em 2011 – e até eventualmente substituí-lo em caso de ausência do titular e da vice.

Para que se tenha uma ideia, o valor do Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo em 2011 é equivalente a pouco mais do que o Orçamento que Taubaté, cidade de 278 mil habitantes no interior de São Paulo apresentou em 2008, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE). Rodrigues não gosta da comparação e prefere que o orçamento da Câmara seja comparado com o da Assembleia Legislativa de São Paulo (R$ 680 milhões) ou com o do Senado Federal (R$ 3,3 bilhões). “Temos 55 vereadores e cada um deles representa uma Taubaté de votos “, afirmou.
Por enquanto, apenas o candidato José Police Neto (PSDB) confirma a candidatura para a presidência, mas o número de concorrentes pode mudar até poucas horas antes da escolha. Rodrigues admite que a disputa é acirrada. “É uma disputa acirrada que acaba no dia 15. Depois disso, sabendo quem é o vencedor tudo volta à normalidade.”
O presidente afirma que a disputa é passageira. “É tão normal eleição de mesa. Se pegar de 20 anos para cá quantas eleições teve… O calor é em dezembro. Depois se acomoda tudo, se caminha, se faz as composições, passa a ser normal”, afirmou.
A nova mesa eleita terá mandato de um ano e é composta por presidente, primeiro vice-presidente, segundo vice-presidente, primeiro secretário e segundo secretário. Os acordos entre os parlamentares para definir a chapa vitoriosa envolvem a discussão sobre a presença de cada um dos partidos nas principais comissões.

Questionado se o clima da eleição agora pode estar sendo influenciado pelos planos municipal em 2012, Rodrigues resumiu a resposta a um lacônico ‘pode ser.’ Segundo o presidente, a disputa pelo poder é normal, como dentro de uma empresa. “Isso ocorre dentro de uma normalidade, como em uma empresa. É a maior câmara municipal da América Latina”, afirmou. O presidente não gostou da comparação com Taubaté.

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Encontro de vereadores acaba em pancadaria

Do Estadão

Presidência da Câmara era discutida em reunião entre 28 parlamentares; Marcelo Aguiar (PSC) diz que levou um soco de Adilson Amadeu (PTB)

A guerra pela presidência da Câmara Municipal de São Paulo terminou em agressão física na noite da quinta-feira. Após descobrir que o vereador Marcelo Aguiar (PSC) organizava jantar a favor do vereador José Police Neto (PSDB), candidato apoiado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Aurélio Miguel (PR) e o atual presidente da Casa, Antonio Carlos Rodrigues (PR), líderes do “centrão”, resolveram aparecer de surpresa no evento, no edifício de Aguiar, na Rua Cipriano Barata, no Ipiranga.

Aguiar desceu para receber os parlamentares. No momento em que recepcionava o trio no saguão do edifício, ele levou um soco no peito de Amadeu e foi chamado de traidor.

Amadeu diz que apareceu no prédio apenas para dar um “beijo” em Aguiar e negou de forma irônica o soco relatado por 12 dos 28 vereadores que estavam no encontro. “Esse moço é um estudioso da Bíblia, mas não cumpre nada do que ela diz. Eu fui lá para dar um beijo nele. Ele até nos convidou para jantar mas, como estou de dieta, preferi ir embora mais cedo”, ironizou Amadeu ao Estado.

Segundo Amadeu, Aguiar havia declarado apoio ao candidato do “centrão”, o vereador Milton Leite (DEM), e depois resolveu mudar para o lado de Police Neto. A agressão também foi registrada pelas câmeras internas do edifício, segundo um coronel da reserva da PM que mora no prédio e não quis se identificar.

Houve gritaria e tumulto entre moradores que estavam no salão de festas do local. A família de Aguiar também ficou assustada e chegou a ligar para um comandante da PM. Aguiar, porém, não quis registrar boletim de ocorrência.

No momento em que recebeu o soco de Amadeu, Aguiar, que é bispo da Igreja Renascer, estava ao lado dos vereadores Penna (PV) e Domingos Dissei (DEM). Era o segundo jantar em menos de uma semana organizado para angariar apoio à candidatura de Police Neto – o primeiro foi realizado na quinta-feira passada no apartamento de Marco Aurélio Cunha (DEM).

“A reunião era para o vereador mostrar seu apartamento novo e para discutir a composição dos partidos na nova Mesa Diretora. Mas, de repente, os três apareceram no prédio, como se a casa de um cidadão fosse a extensão do Legislativo”, relatou Claudio Fonseca (PPS), que apoia Police Neto. “O que o “centrão” quer é impor um estado de terrorismo aos que são contrários à candidatura deles, de forma inadmissível e autoritária. É um absurdo o presidente do maior parlamento municipal da América Latina ter uma atitude como essas”, completou Fonseca.

Tensão. A briga teve desdobramentos ontem no Legislativo. Na vaga destinada ao carro oficial de Aguiar foi colocada uma placa de dois metros com a inscrição em tinta “traidor”, em letras maiúsculas.

A briga também fez cair qualquer possibilidade de acordo para a votação dos 78 projetos que esperam análise dos vereadores. Por causa da disputa pela presidência, o “centrão” também tem boicotado as votações na Câmara há 40 dias. O bloco liderado por Rodrigues comanda o Legislativo desde 2006.

Kassab resolveu apoiar Police Neto para enfraquecer o grupo de Rodrigues, primeiro suplente de Marta Suplicy no Senado.

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ACR agora é suplente de senadora

Com a eleição de Marta Suplicy no último domingo para ocupar uma das 2 vagas do senado renovadas este ano, o vereador Antonio Carlos Rodrigues pode se tornar em breve senador da república, caso Dilma Rousseff consiga vencer no 2º turno e esta chame Marta Suplicy para o comandar algum ministério.

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Vereador quer conciliar mandato com Senado

JT

Plínio Teodoro

Sem alarde, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara recebeu, na última quarta, consulta sobre a possibilidade de um vereador que concorrerá em outubro como suplente de senador assumir, se eleito, temporariamente o mandato e ao mesmo tempo não perder a cadeira no Legislativo.

Embora o requerimento seja de Antônio Goulart (PMDB), suplente de Orestes Quércia ao Senado, vereadores dizem que o presidente da Casa, Antônio Carlos Rodrigues (PR) – suplente de Marta Suplicy (PT) ao Senado – teria “muito interesse” em um desfecho que permita ao vereador manter seu cargo após permanecer interinamente no Senado. E que a resposta seja dada pela comissão antes da eleição.

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Escudo

Do Direto da Fonte Estadão 22/06/2010

Escudo
Antonio Carlos Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de SP, teria chegado a proibir a empresa que faz clipagem das notícias da casa de selecionar matérias contrárias a sua pessoa.

Ordem que só viria a revogar depois de ser absolvido pelo STJ de acusações de irregularidades em contratos quando presidia a EMTU, em 1992.

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