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Parcimônia ensaiada
Seguidor de longa data das articulações da Câmara Municipal estranhou, ontem, a “calma” dos vereadores na audiência da Comissão de Direitos Humanos com a vice-prefeita e secretária de Assistência Social, Alda Marco Antônio (PMDB). “Só o PT ensaiou algum questionamento, mas ainda assim ela (Alda) falou o que quis e colocou a comissão no bolso “.
Algo, porém, chamou atenção, diz o informante: a sutil “cutucada” de Alda em Andrea Matarazzo, de Subprefeituras, com participação do padre Júlio Lancelotti. Segundo ela, pesquisa da Fipe indica que a maioria da população de rua é de São Paulo. Lancelotti disse estar “surpreso”, já que, segundo ele, Matarazzo diz que migrantes são a maioria do povo de rua.
Sobraram ainda “farpas” dela à gestão anterior na secretaria. Floriano Pesaro (PSDB), ex-titular da pasta, não a criticou. Aliados teriam acertado com Kassab “trégua” a Alda até o fim de junho.
Briga ameaça CPI da Pedofilia na Câmara Municipal de SP
Briga ameaça CPI da Pedofilia
Brigas internas entre integrantes da CPI da Pedofilia podem levar a comissão a um fim abrupto. Nos bastidores da Câmara Municipal, grupo de vereadores defende que os trabalhos sejam encerrados “no prazo regulamentar” – 2 de agosto. Mas alguns parlamentares avaliam que a conclusão da CPI pode ocorrer ainda antes, em cerca de 30 dias.
A “gota d’água”, avaliam vereadores, ocorreu ontem, quando o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia no Congresso, compareceu à Câmara para ser ouvido na comissão. Integrantes da CPI se irritaram, alegando terem sido avisados apenas de última hora, e culpando Marcelo Aguiar (PSC) pelo transtorno. Segundo integrante da comissão, o acordo era que Malta fosse chamado junto com a senadora Patricia Saboya (PDT-CE), que também atuou na investigação de casos de exploração de crianças e adolescentes. A queda de braço na comissão, aliás, envolveria Aguiar, de um lado, e os tucanos Carlos Alberto Jr. e Floriano Pesaro, do outro.
Mas a aparição de Malta na Casa teria irritado também o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), que não sabia da presença do colega de partido e teria cobrado Aguiar pelo fato.