Câmara de SP cria diretoria de publicidade
Novo órgão, aprovado por unanimidade pelos parlamentares, terá R$ 17 milhões por ano para divulgar iniciativas da Casa
Iniciativa ocorre no momento em que vereadores voltam a ser alvo de investigações; bônus para servidor da Câmara passa em 1ª votação
MARIANA BARROS
DA REPORTAGEM LOCALA Câmara Municipal aprovou ontem a criação de uma diretoria de marketing com orçamento inicial de R$ 17 milhões.
O vereador Dalton Silvano (PSDB), que integra a Mesa Diretora da Casa e é publicitário de formação, afirmou, em discurso no plenário nesta semana, que os veículos de comunicação só atacam os parlamentares, portanto “é justo” que se crie um órgão capaz de defendê-los e que possa divulgar o que a Câmara faz de bom.
A Casa já dispõe de um canal televisivo próprio, a TV Câmara, cujo orçamento também é de cerca de R$ 17 milhões.
A diretoria de publicidade deve terceirizar o serviço, contratando agências do mercado.
A criação do órgão ocorre num momento em que alguns vereadores voltam a ser alvo de investigações policiais.
O presidente da Casa, Antonio Carlos Rodrigues (PR), e seu colega de partido Toninho Paiva apareceram num relatório da Polícia Federal como suspeitos de receber propina da construtora Camargo Correa para interceder junto ao Conpresp (órgão municipal de preservação do patrimônio). Ambos negam participar de qualquer esquema ilegal.
“Aprovar coisas do interesse deles numa situação de caos como a que estamos vivendo é imoral”, disse Lucila Lacreta, coordenadora da ONG Defenda SP, referindo-se ao momento difícil pelo qual passa a cidade por causa das enchentes. “O parlamento não tem sensibilidade de perceber como é difícil viver em São Paulo e fica olhando para o próprio umbigo.”
Projetos polêmicos
A proposta da diretoria de publicidade ocorre após a aprovação do aumento do IPTU e da discussão de outro projeto polêmico, como o que aumenta os salários do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e de seus quase 30 secretários.
Ontem, por exemplo, os vereadores aprovaram, em primeiro turno, um projeto que institui uma espécie de 14º salário para os cerca de 3.200 servidores da Casa. Eles receberão um bônus de R$ 885 cada um.
O dinheiro sairá dos recursos que sobrarem do Orçamento do Legislativo. Boa parte dos funcionários trabalha diretamente para os parlamentares.
Muitos dos 55 vereadores de São Paulo pretendem disputar uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados nas eleições de 2010.
O medo do desgaste por causa dos projetos tem levado a desentendimentos na própria base governista. O PSDB, maior bancada da Câmara, contrariou o DEM e impediu ontem a discussão do aumento dos salários de Kassab -de R$ 12 mil para R$ 23 mil-, e dos secretários -de R$ 5.300 para R$ 19,7 mil.
“[Votar esse projeto] não é prioridade agora, o momento é inoportuno”, afirmou o líder do PSDB, Carlos Alberto Bezerra.
Não houve, porém, qualquer polêmica quando a criação da diretoria de publicidade entrou na pauta do dia. O projeto, de autoria da Mesa Diretora, foi aprovado por unanimidade.
Como seu vereador votou (em primeira votação) no projeto de aumento do IPTU na capital?
Vereadores que votaram a favor dos novos valores:
Abou Anni (PV)
Adilson Amadeu (PTB)
Adolfo Quintas (PSDB)
Agnaldo Timóteo (PR)
Antônio Carlos Rodrigues (PR)
Antônio Goulart (PMDB)
Atílio Francisco (PRB)
Aurélio Miguel (PR)
Carlos Apolinário (DEM)
Carlos Alberto Bezerra Junior (PSDB)
Cláudio Roberto de Souza (PSDB)
Claudio Fonseca (PPS)
Dalton Silvano (PSDB)
Floriano Pesaro (PSDB)
Gilson Barreto (PSDB)
Jooji Hato (PMDB)
José Olímpio (PP)
José Police Neto (PSDB)
Juscelino Gadelha (PSDB)
Maria Gabrilli (PSDB)
Marcelo Aguiar (PSC)
Marco Aurélio Cunha (DEM)
Marta Costa (DEM)
Milton Ferreira (PPS)
Milton Leite (DEM)
Gilberto Natalini (PSDB)
Paulo Frange (PTB)
Penna (PV)
Quito Formiga (PR)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Roberto Tripoli (PV)
Sandra Tadeu (DEM)
Souza Santos (PSDB)
Toninho Paiva (PR)
Ushitaro Kamia (DEM)
Wadih Mutran (PP)Vereadores que votaram contra os novos valores:
Alfredinho (PT)
Arselino Tatto (PT)
Celso Jatene (PTB)
Chico Macena (PT)
Claúdio Prado (PDT)
Domingos Dissei (DEM)
Antônio Donato (PT)
Francisco Chagas (PT)
Gabriel Chalita (PSB)
Ítalo Cardoso (PT)
Jamil Murad (PC do B)
João Antônio (PT)
José Américo (PT)
José Ferreira – Zelão (PT)
Juliana Cardoso (PT)
Netinho de Paula (PC do B)
Senilda Moura (PT)O vereador Eliseu Gabriel (PSB) se absteve
SIM – 36
NÃO – 17
ABSTENÇÃO – 1Resultado: Aprovado em 1ª discussão
Do site do SPTV
Projeto incentiva “adoção” de vereadores
Alessandra Mello – Estado de Minas
Que tal adotar um vereador e acompanhar todos os seus passos, gastos com verbas indenizatórias e projetos até o fim de seu mandato? Essa é a proposta do projeto Adote um vereador, que usa a internet como ferramenta para que os cidadãos possam fiscalizar os políticos. Idealizada inicialmente pelo Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, ela tem sido adotada por eleitores e também organizações não governamentais (ONGs), como o Movimento Voto Consciente, que há 22 anos acompanha o trabalho do Legislativo paulista, e a Transparência Brasil, que tem dado força para disseminar a ideia, que já faz sucesso nos Estados Unidos e Inglaterra.
Surgida em janeiro deste ano, inicialmente na capital paulista, onde 17 dos 55 vereadores já foram adotados, a ideia está aos poucos se expandindo para outros estados, mas em Minas Gerais até hoje nenhum foi adotado. Quem se habilita? Pela proposta, os interessados escolhem os vereadores de sua cidade para acompanhar durante todo o mandato e se cadastram na Wiki, uma plataforma de uso coletivo na internet, onde são reunidos os links e informações dos “adotados” para quem quiser acompanhar. Leia o resto deste post »
Antonio Carlos Rodrigues responde sobre processo da AIB
Caro Joildo
Faço parte dos vereadores que receberam doação da Associação Imobiliária Brasileira – AIB e aguardo decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo
Estranho que a doação seja considerada ilegal. Em anos anteriores, a AIB fez doações eleitorais, que foram analisadas pela Justiça Eleitoral e consideradas regulares para candidatos à presidência, governos estaduais e deputados federais e estaduais.
Existe resolução do TRE/SP declarando que a Associação Imobiliária Brasileira – AIB, não se enquadra dentre as fontes vedadas.
Atenciosamente
Vereador Antonio Carlos Rodrigues
A homenagem e o “coronel”
O presidente da Câmara Municipal, Antônio Carlos Rodrigues (PR), promulgou ontem decreto legislativo que dá o título de cidadão paulistano a Carlos Marighella, militante de esquerda morto durante a ditadura, pelos “relevantes serviços prestados à comunidade”. Discussões à parte, na Casa havia uma curiosidade: como reagiria, se ainda fosse vereador, o ex-secretário de Segurança Pública Erasmo Dias.
PROMESSA ELEITORAL? Kassab eleva subsídio a ônibus
Kassab eleva subsídio a ônibus
Decreto publicado no Diário Oficial de ontem pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) aumenta em R$ 58 milhões o orçamento previsto para “compensações tarifárias”, ou o subsídio pago pela Prefeitura às viações de ônibus para, entre outras coisas, manter a passagem de ônibus em R$ 2,30.
O dinheiro virá de remanejamentos de outras áreas. O aumento da verba para subsidiar os custos das empresas de transporte equivale a quase 10% do orçamento previsto até o momento, de R$ 600 milhões. Durante a campanha eleitoral, Kassab havia prometido não “estourar” esse teto para manter o valor da passagem. Mas, segundo a Prefeitura, de janeiro a setembro, já foram gastos R$ 583 milhões, o que deixaria a administração com apenas R$ 17 milhões para os últimos três meses. Estima-se que em 2010 a passagem suba para entre R$ 2,70 e R$ 2,75.
O remanejamento de verbas publicado ontem ainda elevou o orçamento destinado à varrição de ruas e coleta de lixo em R$ 37,5 milhões. Os serviços haviam sido alvo do congelamento de receitas, o que gerou reclamação das empresas, problemas de limpeza e, por fim, o recuo do prefeito na decisão de reter as verbas.
Do JT 18/10
ACR e a web 2.0
O vereador Antonio Carlos Rodrigues resolveu aderir a serviços da chamada web 2.0, além do site que já mantinha, agora mantém um blog, tem conta no twitter e no flickr.
Realmente os políticos estão abrindo o olho de que é na comunicação de massa que está o segredo, comunicar, comunicar e comunicar deve ser a prioridade, lembrem 2010 está chegando.
Vereadores mantêm influência nas subprefeituras de SP
Ao contrário do que ocorria antes de 2005, subprefeitos não são indicados pelos vereadores, mas pelo prefeito
Bruno Paes Manso, O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – Vereadores de São Paulo continuam a exercer influência nas subprefeituras. São cerca de 1.600 cargos de confiança espalhados pelas 31 subs da cidade, cujos titulares podem mudar conforme a administração municipal. Essa ampla fatia de empregos vinculados a indicações políticas, mais o prestígio que as subprefeituras destinam a certas lideranças locais, favorecem a ascendência que membros do Legislativo têm em diferentes regiões da cidade.
O Estado obteve junto a funcionários da Prefeitura, que não querem ser identificados, o mapa que indica as zonas de influência dos vereadores nas subprefeituras. Ao contrário do que ocorria antes de 2005, os subprefeitos não são mais indicados pelos vereadores, mas pelo prefeito. Quando os subs são escolhidos, no entanto, segundo a Prefeitura, eles têm autonomia para definir sua equipe.
Na hora de escolher os quadros de funcionários, o Executivo considera que a ajuda dos vereadores na indicação dos postos é legítima. “Existem vereadores distritais, com larga votação em bairros específicos, que conhecem bem a região e nada mais justo que indiquem funcionários para ajudar”, afirma Antônio Carlos Malufe, secretário de Relações Governamentais.
A propagada autonomia dos subprefeitos faz a relação com os vereadores variar conforme a região. Em Ermelino Matarazzo, na zona leste, um dos cargos mais cobiçados da sub, a Coordenadoria de Desenvolvimento e Planejamento Urbano (CPDU), responsável pela liberação das plantas e projetos habitacionais, é ocupado pelo engenheiro Oscar Nichi que, segundo o site De Olho na Câmara, foi na eleição de 2008 o principal doador da campanha do vereador Adolfo Quintas (PSDB), que exerce influência na subprefeitura. Nichi deu R$ 12.335 à campanha do vereador.
Na Subprefeitura da Penha, na zona leste, cuja influência vem sendo exercida historicamente pelo vereador Toninho Paiva (PR), a função de CPDU passou a ser exercida por Reginaldo José Fazzion, que durante a gestão de Celso Pitta foi administrador regional da Penha. Em 2007, quando Fazzion era supervisor de fiscalização da Sé, o nome dele apareceu em escutas durante a Operação Têmis, da Polícia Federal, como suspeito de evitar a fiscalização de bingos no Ipiranga, na zona sul. “Sou o mais votado na Penha nas últimas cinco eleições e é natural que eu exerça influência na região. Mas quem indica os funcionários é o subprefeito. Não eu”, disse Paiva.
A ascendência sobre o subprefeito, às vezes, chega a virar alvo de ataques. O vereador Ricardo Teixeira (PSDB) exerce influência nas Subprefeituras de Itaim Paulista e São Miguel Paulista, na zona leste. Está quase sempre presente em eventos locais, ligados a obras e projetos para a região. Distribui panfletos de campanha apontando obras que foram feitas pelas subprefeituras e com o apoio dele no Legislativo. Em dois desses folhetos, obtidos pelo Estado, anunciava até a construção de um “sarjetão” e de um “muro de arrimo”. “Mas a influência vai além. Só com a ajuda do vereador é possível aprovar pedidos com mais rapidez”, afirma o empresário Sérgio Faria, do Itaim Paulista, que é filiado ao DEM. Teixeira não respondeu aos questionamentos do Estado.
Milton Leite (PMDB), em M”Boi Mirim, Goulart (PMDB), na Capela do Socorro, e Antônio Carlos Rodrigues (PR), no Campo Limpo, bairros da zona sul, são lideranças que vêm conseguindo manter a influência histórica que já exerciam em administrações anteriores. Desavenças com Leite levaram a Prefeitura a trocar o subprefeito de M”Boi Mirim, Carlos Roberto Fortner, amigo de Kassab na Poli, que passou a comandar a Subprefeitura de Cidade Ademar. “Essa influência é natural. Tenho voto na padaria, no bar. Sou campeão de votos no Campo Limpo desde 2000 e, se for ver entre todos os funcionários da sub, certamente mais da metade vota em mim”, diz o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR).
A força dos vereadores deixa alguns subs desanimados. O Estado conversou com um deles na sexta, em uma praça de alimentação longe do lugar onde ele trabalha. O sub não queria ser identificado para não queimar sua carreira. É um administrador competente e tem ideias criativas. “Mas isso é o que menos pesa”, lamentava. “O que importa são os acordos políticos.”
Do Estadão
Câmara de SP aprova regras para fechar ruas
Diego Zanchetta
A Câmara de São Paulo aprovou ontem a nova legislação que autoriza o fechamento de ruas e vilas residenciais com portões e cancelas. Entretanto, a obstrução de vias para atividades comerciais, defendida por alguns grupos de moradores, foi vetada. O projeto deve agora ser sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). O texto do presidente do Legislativo, Antonio Carlos Rodrigues (PR), revoga seis leis, usadas anteriormente pelo Ministério Público Estadual e pela Prefeitura em ações que contestam a formação de condomínios dentro de bairros residenciais.
O mercado imobiliário defende o fechamento como forma de reocupar bairros operários. A Promotoria de Habitação e Urbanismo, por sua vez, sempre teve posição contrária ao fechamento de ruas próximas de avenidas “estruturais”, como as que servem de saída e entrada para determinadas regiões. Urbanistas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e do Conselho em Defesa do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp) também contestam o fechamento de vias.
Existem hoje 342 ruas fechadas na capital, a maior parte em bairros residenciais, segundo a Prefeitura. Qualquer novo pedido para rua fechada tem de ser protocolado na subprefeitura da região, com o apoio expresso de 70% dos moradores por declarações firmadas em cartório. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também tem de autorizar a instalação de cancelas e pode exigir mudanças no projeto original. As vias fechadas devem ter no máximo 10 metros de largura.
Do Estadão
Problemas que os subprefeitos não enxergam
O JT andou 777 quilômetros nas imediações das 31 subs e flagrou falta de calçamento, calçadas quebradas, lixo, ausência de lixeiras, camelôs, fios caídos e mato alto
Daniel Gonzales, Fábio Mazzitelli, Luísa Alcalde e Marici Capitelli
Como as subprefeituras limpam e conservam o próprio quintal? A pergunta levou a uma jornada de duas semanas e 777 quilômetros da reportagem nas imediações das 31 subprefeituras paulistanas. Foi vistoriado um raio de até um quilômetro a partir de cada administração regional, tendo como norte uma lista com 32 das atribuições conferidas a subprefeitos, como conservação de guias, limpeza de bueiros, varrição, cata-bagulho, poda de árvores, contenção de margem de córregos e tapa-buracos. Flagrantes foram feitos na porta das sedes ou a poucos metros delas. Foi conferido também o cumprimento da Lei Cidade Limpa. Foram encontrados 139 problemas, como calçadas esburacadas, comércio irregular de ambulantes, lixo nas ruas e anúncios publicitários fora de padrão.
Vizinho à administração regional, Tendal da Lapa tem ar de abandono
Espaço de convivência reconquistado pela comunidade 20 anos atrás, por força de oficinas teatrais, o Tendal da Lapa fica no mesmo terreno da subprefeitura da região. São geminados, mas a proximidade não significa um cuidado extra do poder público. Pelo contrário. Há goteiras nos espaços teatrais e nas exposições. Além de não dar conta da chuva, o telhado de cimento vira estufa no calor. Na área em que fica a tenda de circo que dá nome ao local, há paralelepípedos amontoados, terra e buracos. “Só demos um tapa no telhado. O certo é fazer outra cobertura e reformar todo o Tendal. Precisaria de R$ 2 milhões. Não temos esse dinheiro. Teria que ser feito pela Secretaria de Cultura”, diz a subprefeita Soninha Francine.
Mas os problemas da Lapa vão além: bueiro entupido alaga a escadaria usada para atravessar a linha do trem, em dias de chuva; calçadas quebradas ao redor da quadra, incluindo as travessas sem saída que a limitam; vias do entorno da sub, como a Rua Vespasiano, com vários buracos ou remendos de asfalto que causam desníveis.
Na Subprefeitura de Pinheiros, o passeio público que a rodeia foi destruído em três pontos, tapados com tábuas de madeira. Terra e pedras retiradas desses pontos foram acomodadas na própria calçada, em grandes sacos abertos. Na calçada da Avenida Professor Frederico Hermann Júnior, fios e galhos de árvores se tornaram obstáculos a pedestres. No Butantã, foi possível ver buracos nas ruas e calçadas do entorno e sacos de lixo revirados sujando o passeio atrás do prédio da regional, na última quarta-feira. Em Perus, lixeiras só com a tampa em frente ao prédio da subprefeitura e, a cerca de 300 metros dali, comércio de camelôs na Praça Luís Neri, com muitas barracas com toldos que lembram uma versão em miniatura do antigo Largo da Concórdia, no Brás, hoje desocupado.
Lama, sujeira e até cavalo solto. E isso é só o começo
Das 11 subprefeituras da zona leste, a Cidade Tiradentes é a que apresenta mais problemas no seu entorno. Boa parte da Estrada do Iguatemi, onde se localiza o prédio da sub, está sem calçamento e o que existe se encontra quebrado e esburacado. Além de muita sujeira, as árvores plantadas em frente a sub estão secas. A reportagem flagrou até um cavalo solto pastando a cerca de 30 metros do prédio público.
Com aspecto abandonado também está um trecho da Avenida Jacinto Menezes Palhares a poucos metros da Subprefeitura Vila Prudente. Mato alto, calçada esburacada e sujeira se concentram, principalmente, em frente ao Clube Escola Vila Alpina que também é um órgão municipal.
Camelôs sem licença ocupam as calçadas da Rua Flores do Piauí, logo atrás da Subprefeitura de Itaquera. Entulhando o passeio público com os mais variados tipos de mercadoria, eles obrigam pedestres a andar no meio da rua. Quem quer frequentar uma área verde próxima a subprefeitura precisa tomar cuidado para acessar o local – os degraus da escada que dá acesso estão quebrados. As ruas também estão sujas.
A Estrada Itaquera-Guainases onde fica a Subprefeitura de Guaianases é um descaso: lixo, mato e propaganda irregular. Em São Miguel, um pedaço do muro está com o grafite pichado. Uma boca de lobo quebrada e árvores com as proteções detonadas estão bem em frente à Sub de Ermelino Matarazzo. Em compensação, ao redor da Sub da Mooca está tudo impecável.
CENTRO
Camelôs ‘siris’ resistem aos fiscais e o desrespeito à Lei Cidade Limpa é grandeUm número reduzido de camelôs resiste ainda entre as ruas Direita e 15 de Novembro, na região central, próximo à sede da Subprefeitura da Sé, que fica na Rua Álvares Penteado. São marreteiros vendendo produtos em toalhas estendidas no calçadão, os chamados “siris”.
Também é flagrante o desrespeito à Lei Cidade Limpa. Na Praça da Sé, o restaurante no número 48 tem tabuleta na lateral do imóvel com promoção do prato do dia. No mesmo endereço, também há calçada esburacada em frente ao Mercadão de Carnes Parisiene. Os buracos no calçamento se estendem desse ponto até a esquina da Rua Benjamin Constante.
No Café Senador, esquina da Praça da Sé com a Rua Senador Feijó, mais infração ao Cidade Limpa com placa lateral anunciando preços. Na José Bonifácio, o problema é o anúncio em letras garrafais na vitrine da Churrascaria Costela de Ripa, com rodízio a R$ 13,99. Na Rua da Quintanda o mesmo se repete no restaurante Garffus 77, que anuncia self service a R$ 1,99, 100 gramas. No Beco da Quintanda, mesma rua, número 71, a mesma irregularidade.
Na Rua Barão de Itapetininga, número 78, a loja Overboard também tem um anúncio garrafal de Bota Fora na vitrine. Já no entorno da Secretaria Municipal das Subprefeituras, no Viaduto do Chá, atrás do Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, bem perto de onde ficam o prefeito Gilberto Kassab e o secretário Andrea Matarazzo, há um “outdoor” imenso na parede da loja Kalunga Informática. A loja das Casas Bahia, bem em frente ao Teatro Municipal, antigo Mappin, também infringe a legislação, colocando em sua vitrine uma série de peças promocionais.Tem que andar pela vizinhança, diz secretário
REGIÃO SUL
Placas por toda parte e com vários camelôs no calçadãoA poucos metros da Subprefeitura de Santo Amaro, no Calçadão Capitão Tiago Luz, o comércio ambulante se forma após as 18h, quando os fiscais encerram o expediente. CDs piratas são testados em monitores LCD nas calçadas. Há por toda parte placas com preços de comida para fora das lojas, desrespeitando a Lei Cidade Limpa, caso da Lanchonete Floriano Chic, na Praça Salim. Na Marabraz, vizinha à sub, há o anúncio do “mês do gerente louco”, letras garrafais; nas Casas Bahia, tabuletas de promoção para fora da loja. Em M’Boi Mirim, cenário parecido: nos postes em frente à subprefeitura, anúncios “lambe-lambe”. A 100 metros, uma oficina mecânica ostenta na fachada uma faixa para cada serviço que presta.
Na Vila Mariana, a Escola Estadual Pedro Voss, na Rua Loefgreen, em frente à sub, está com a calçada esburacada, assim como a do Clube Desportivo Municipal Rubi, na José de Magalhães.
Em torno do Terminal Metropolitano de Ônibus, no Jabaquara, há comércio ilegal de alimentos e também rodoviária clandestina para o litoral. No Ipiranga,em frente ao número 860 da Rua Oliveira Alves, há desova de entulho. Na beira do córrego da Av. Carlos Caldeira Filho, no Campo Limpo, existe entulho e lixo. Por ali estão o bar e a garagem de veículos clandestinos. Em frente à EMEI Deputado Cyro Albuquerque, um buraco na calçada transforma-se em poça de água quando chove, obrigando os pedestres a andarem na rua.
REGIÃO NORTE
Buracos nas vias, calçamento quebrado e entulho em cinco das seis subprefeiturasA 100 metros da Subprefeitura da Freguesia/Brasilândia, os moradores não podem aproveitar a Praça Lions Club Imirim. Os bancos estão quebrados e, no lugar das plantas do jardim, só existe terra. Mais perto ainda, a 50 metros da subprefeitura, na Rua Lima Verde, há um buraco semelhante a uma valeta na via pública, um risco aos motoristas. Só há uma única lixeira, quase em frente ao local. Nos demais postes do bairro, ou não existem ou foram roubadas.
Em Santana/Tucuruvi, os ambulantes fazem a festa a cerca de 200 metros da sub na entrada da estação de metrô. Eles vendem de churrasquinho a CDs piratas. Em frente à subprefeitura, na Avenida Doutor Antonio Laet, há uma lixeira quebrada.
Na Rua Ernani Pinto, a 200 metros da Subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme, uma caçamba totalmente irregular, com inscrições ilegíveis, está junto do meio-fio. A calçada também está cheia de entulho. Um pouco mais adiante, há outro grande depósito de entulho na Praça Joaquim José da Nova.
Bem atrás do prédio da Subprefeitura Jaçanã/Tremembé a 100 metros, existe uma enorme valeta que causa riscos no cruzamento das ruas Elisa Teixeira de Barros com Eugênia Bresser. Na Avenida Luiz Stamatis, onde fica a sub, algumas lixeiras estão quebradas.
A 400 metros da Subprefeitura de Pirituba/Jaraguá existem vários buracos na Avenida Benedito Andrade. Imóveis vizinhos da subprefeitura estão com as calçadas completamente arrebentadas e cheias de mato e sujas (veja foto).
Quase tudo em ordem nas imediações da Subprefeitura Casa Verde. Apenas na Avenida Ordem e Progresso, ao lado desse órgão municipal, o asfalto apresenta vários trechos irregulares.
JT 24/08